quarta-feira, 9 de setembro de 2009

XNão podia deixar de compartilhar esta idéia com vcs




Hora de revisar as tradições (Parte 02)

Muitas tradições “assembleianas” precisam ser revisadas, isso pela sua lógica incoerente e desprovida de um mínimo de sustentação bíblica. Aliás, as tradições humanas jamais encontram apoio bíblico. Nem toda tradição é ruim; algumas até ajudam, mas a maioria vem só para atrapalhar por meio de uma mordaça da burocracia eclesiástica.

Por que os cultos ao Senhor promovidos por adolescentes e jovens precisam ser dirigidos por um senhor engravatado? A roupa também comunica, e para adolescente uma gravata pode simplesmente comunicar distanciamento da sua própria realidade, ou seja, o jovem não conseguirá se enxergar na pessoa que prega. Nesses cultos, também, não são uma boa oportunidade de aproveitar a força da juventude no engajamento da adoração cúltica ao Senhor? Será que é realmente necessário a manutenção de uma formalidade tão formal para a adoração. Não é que os jovens mudarão a essência da adoração no culto, mas alguns pendentes da tradição poderiam ser dispensados. Uma igreja equilibrada, por exemplo, sempre casará o novo com o velho. Casará violino com guitarra, violoncelo com violão elétrico, piano com teclado etc.

Por que não adaptar a Escola Dominical para a realidade da igreja local? Em cidades grandes é viável uma escola funcionando domingo pela manhã? Por que não mudar para a noite, junto ao culto dominical? Sim, escolas com adequação para esse novo horário, com inteiração e até mesmo uma lanche ou um cafezinho da tarde. Muitas Escolas Dominicais na manhã de domingo são atropeladas por pessoas indispostas a estudarem, pois pensam que o domingo é o único dia do seu descanso (leia isso: o único dia que podem dormir até tarde). É claro que quem tem vontade, não importa o horário, vai lá e estuda com empolgação; mas não custa nada ajudar aos cansados e abatidos pelo dia-a-dia das grandes cidades.

Por que gravatas no sertão? Você pode até pensar que estou numa campanha contra a gravata. Não se trata disso, mas sofro junto com irmãos que no calor nordestino precisam usar gravatas em nome da formalidade. Não é só no Nordeste, mas em São Paulo, com seu calor insuportável de verão, misturado com aquela poluição avassaladora, não é fácil usar gravatas. Quer saber: gravatas são para europeus. É bonito, é formal, mas desproporcional para a nossa realidade tropical (até rimou).

Aos amantes da tradição... Continuem com ela, mas não amordace os outros pelo seu gosto.

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