terça-feira, 16 de novembro de 2010

Salmos


Os Salmos da Busca de Deus
(Salmos 27, 42, 63)
por Rod Amonett

"Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo" (Salmo 42:1,2). Com poucas palavras simples os Filhos de Coré descrevem uma cena da vida cotidiana que nos ajuda a entender o desesperado anseio do homem justo por Deus.

Numa circunstância semelhante, Davi implora ao Senhor: "Ó Deus, tu és o meu Deus forte, eu te busco ansiosamente; a minha alma tem sede de ti; meu corpo te almeja, como terra árida, exausta, sem água" (Salmo 63:1).

Os "Salmos da Busca de Deus" refletem a mais profunda e mais premente necessidade que o homem pode conhecer. Uma vez que corações honestos tem conhecido a Deus, a satisfação de nossas necessidades físicas e mesmo emocionais não serão mais suficientes para nos contentar. Nem mesmo a íntima companhia de outro indivíduo preencherá o grande vazio que sentimos internamente. Deus, na verdade, colocou a eternidade dentro de nossos corações, e os homens iluminados pela verdade anseiam com todo o seu ser por "andar" com seu Criador.

O que é tão maravilhoso é que o próprio Deus deseja e possibilita esta comunhão. Paulo declarou aos atenienses que Deus nos fez para que nós o "buscássemos" (Atos 17:27), e Davi assegurou Salomão que o Senhor recompensará os que o buscam honesta e diligentemente: ". . . porque o Senhor esquadrinha todos os corações e penetra todos os desígnios do pensamento. Se o buscares, ele deixará achar-se por ti; se o deixares, ele te rejeitará para sempre" (1 Crônicas 28:9). Os salmistas eram homens que, certamente, já conheciam Deus. Eles tinham procurado servi-lo fielmente, mas nestes salmos eles se encontram perseguidos por inimigos e sentindo-se separados das bênçãos e associação com Deus. Há dois pontos importantes que podemos notar nestes salmos:

É nos momentos mais negros da vida que nos lembramos de nossa grande necessidade de Deus. Nos bons tempos, os homens podem desenvolver uma profunda fé em Deus e gratidão por suas bênçãos, mas é nos tempos difíceis que uma tal fé se torna nosso muito necessário conforto e aliado. Somente quando os homens são postos face a face com sua natureza frágil e desamparada é que eles se tornam verdadeiramente conscientes da magnificente força de Deus e da preciosa natureza de seu amor por nós.

Cada um de nós enfrenta momentos de provação ou aflição, quando não há ninguém a quem possamos nos voltar, a não ser Deus. O salmista se lamentava: "As minhas lágrimas têm sido o meu alimento dia e noite", e "Sinto abatida dentro de mim a minha alma; lembro-me, portanto, de ti . . ." (Salmo 42:3,6). Davi chorou: "Não me recuses, nem me desampares, ó Deus da minha salvação. Porque se meu pai e minha mãe me desampararem, o Senhor me acolherá" (Salmo 27:9-10). De novo, Davi escreve: "em ti medito, durante a vigília da noite. Porque tu me tens sido auxílio" (Salmo 63:6-7).

Tais gritos pela assistência de Deus são com confiança, sabendo que Deus cuida de nós e agirá em nosso favor: "Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu" (Salmo 42:5).

Oportunidades para adorar com o povo do Senhor são importantes para nosso senso de comunhão com Deus. O escritor pergunta: "Quando irei e me verei perante a face de Deus?" e diz: "Lembro-me destas cousas ­ e dentro de mim se me derrama a alma ­ de como passava eu com a multidão de povo e os guiava em procissão à Casa de Deus, entre gritos de alegria e louvor, multidão em festa" (Salmo 42:2,4).

Davi ansiava pelo tempo quando ele ofereceria em sua tenda "sacrifício de júbilo; cantarei e salmodiarei ao Senhor" (Salmo 27:6).

Os salmistas viam a adoração como um grande privilégio. Eles se sentiam profundamente privados e frustrados quando eram afastados de tais ocasiões abençoadas. Sua confiança em Deus por auxílio e benevolência acendiam seu desejo de curvar-se diante de Deus e reconhecer sua grandeza.

Hoje não estamos menos desesperados em nossa necessidade da amizade e do auxílio de Deus. Chegamos "humildes de espírito" (Mateus 5:3), cientes de que sua associação é somente para aqueles que "têm fome e sede de justiça" (Mateus 5:6). Com o salmista, proclamamos: "A minha alma apega-se a ti; a tua destra me ampara", e: "Como de banha e de gordura farta-se a minha alma, e, com júbilo nos lábios, a minha boca te louva" (Salmo 63:8, 5).

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

12 Atitudes Cristãs


:


DOZE ATITUDES CRISTÃS PARA COM O OUTRO

Valnice Milhomens, Ap

TEXTO - 1 JOÃO 4:7-19 1. AMOR:
(1) Amor Como Deus nos ama-
(1 João 4:11-11) Amados, se Deus assim nos amou, também nós devemos amar uns aos outros. 1Jo 4:11-11
(2) Amor é evidência da presença de Deus em nossa vida -
(1 João 4:12-12) Ninguém jamais viu a Deus; se nos amamos uns aos outros, Deus está em nós, e em nós é perfeito o seu amor. 1Jo 4:12-12
(3) Amor prova do novo nascimento -
(1 João 4:7-7) Amados, amemo-nos uns aos outros; porque o amor é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. 1Jo 4:7-7
(4) Amor é o cumprimento da lei- (Romanos 13:8-8) A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei. Rm 13:8-8
(5) Amor cordial, fraternal e preferencial –
Preferência (Romanos 12:10-10) Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros. Rm 12:10-10
(6) Amor é a mensagem central - (1 João 3:11-11) Porque esta é a mensagem que ouvistes desde o princípio: que nos amemos uns ao- s outros. 1Jo 3:11-11
(7) Amor é mandamento -
(1 João 3:23-23) E o seu mandamento é este: que creiamos no nome de seu Filho Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, segundo o seu mandamento. 1Jo 3:23-23 (1 Tessalonicenses 4:9-9) Quanto, porém, ao amor fraternal, não necessitais de que vos escreva, visto que vós mesmos estais instruídos por Deus que vos ameis uns aos outros; 1Ts 4:9-9 (2 João 1:5-5) E agora, senhora, rogo-te, não como se escrevesse um novo mandamento, mas aquele mesmo que desde o princípio tivemos: que nos amemos uns aos outros. 2Jo 1:5-5
(8) Amor ardente e puro -
(1 Pedro 1:22-22) Purificando as vossas almas pelo Espírito na obediência à verdade, para o amor fraternal, não fingido; amai-vos ardentemente uns aos outros com um coração puro; 1Pe 1:22-22
(9) Amor que perdoa - (1 Pedro 4:8-8) Mas, sobretudo, tende ardente amor uns para com os outros; porque o amor cobrirá a multidão de pecados. 1Pe 4:8-8
(10) Amor crescente -
(1 Tessalonicenses 3:12-12) E o Senhor vos aumente, e faça crescer em amor uns para com os outros, e para com todos, como também o fazemos para convosco; 1Ts 3:12-12 (2 Tessalonicenses 1:3-3) Sempre devemos, irmãos, dar graças a Deus por vós, como é justo, porque a vossa fé cresce muitíssimo e o amor de cada um de vós aumenta de uns para com os outros, 2Ts 1:3-3
(11) Amor altruísta - (Filipenses 2:4-4) Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros. Fp 2:4-4
(1) Amor que serve - (Gálatas 5:13-13) Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis então da liberdade para dar ocasião à carne, mas servi-vos uns aos outros pelo amor. Gl 5:13-13

2. ACEITAÇÃO

(1) Cristo é o padrão de aceitação - (Romanos 15:7-7) Portanto recebei-vos uns aos outros, como também Cristo nos recebeu para glória de Deus.
(2) Um só corpo - (Romanos 12:5-5) Assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros. Rm 12:5-5
(3) Dando preferência ao outro -
(Romanos 12:10-10) Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros. Rm 12:10-10
(4) Compreendendo
(Efésios 4:2-2) Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, Ef 4:2-2

3. ALTRUÍSMO

(1) Ausência de Cobiça – Irritação – inveja - (Gálatas 5:26-26) Não sejamos cobiçosos de vanglórias, irritando-nos uns aos outros, invejando-nos uns aos outros. Gl 5:26-26
(2) Consideração (Hebreus 10:24-24) E consideremo-nos uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras, Hb 10:24-24 Considerar o outro superior - (Filipenses 2:3-3) Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo. Fp 2:3-3
(3) Cuidado - (1 Coríntios 12:25-25) Para que não haja divisão no corpo, mas antes tenham os membros igual cuidado uns dos outros. 1Co 12:25-25
(4) Pensar no outro - (Romanos 15:1-5) MAS nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos, e não agradar a nós mesmos. Portanto cada um de nós agrade ao seu próximo no que é bom para edificação. Porque também Cristo não agradou a si mesmo, mas, como está escrito: Sobre mim caíram as injúrias dos que te injuriavam. Porque tudo o que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança. Ora, o Deus de paciência e consolação vos conceda o mesmo sentimento uns para com os outros, segundo Cristo Jesus. Rm 15:1-5

4. COMUNHÃO
Comunhão - (1 João 1:7-7) Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado. 1Jo 1:7-7 (Romanos 12:16-16) Sede unânimes entre vós; não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos às humildes; não sejais sábios em vós mesmos; Rm 12:16-16
S. P. 18.01.04

REVISÃO:
1. Amor 2. Aceitação 3. Altruísmo 4. Comunhão

DECLARAÇÃO 1. AMOR: Tendo nascido de novo e me tornando participante da natureza divina, cuja essência é o amor, deixarei que o amor de Cristo derramado em meu coração pelo Espírito Santo, flua incondicional e livremente de mim para meu irmão.
2. ACEITAÇÃO: Escancaro o meu coração para nele abrigar cada membro do Corpo de Cristo, sem preconceitos ou qualquer forma de discriminação, sem jamais fazer acepção de pessoas.
3. ALTRUÍSMO: Procurarei acima de qualquer interesse o bem-estar do meu irmão, dando-lhe em tudo prioridade e atentando para os seus interesses e necessidades, buscando em tudo agradá-lo no que é bom para a edificação.
4. COMUNHÃO: Reconhecendo que sou parte do corpo e que cada irmão é parte de mim, buscarei manter com ele uma comunhão de amor

5. EDIFICAÇÃO
(1) Um mandamento -
Sigamos, pois, as coisas que servem para a paz e para a edificação de uns para com os outros. Rm 14:19
(2) A edificação é o objetivo dos ofícios ministeriais – E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo; Ef 4:11-12.
(3) A edificação é o objetivo dos dons ministeriais–
(1 Coríntios 14:3-5) Mas o que profetiza fala aos homens, para edificação, exortação e consolação. O que fala em língua desconhecida edifica-se a si mesmo, mas o que profetiza edifica a igreja. E eu quero que todos vós faleis em línguas, mas muito mais que profetizeis; porque o que profetiza é maior do que o que fala em línguas, a não ser que também interprete para que a igreja receba edificação. 1Co 14:3-5 (1 Coríntios 14:12-12) Assim também vós, como desejais dons espirituais, procurai abundar neles, para edificação da igreja. 1Co 14:12-12
(4) A edificação é o objetivo da autoridade ministerial – Porque, ainda que eu me glorie mais alguma coisa do nosso poder, o qual o SENHOR nos deu para edificação, e não para vossa destruição, não me envergonharei. 2Co 10:8-8. Portanto, escrevo estas coisas estando ausente, para que, estando presente, não use de rigor, segundo o poder que o Senhor me deu para edificação, e não para destruição. 2Co 13:10-10
(5) A edificação é o objetivo da união da igreja em Cristo –
em>Do qual todo o corpo, bem ajustado, e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, faz o aumento do corpo, para sua edificação em amor. Ef 4:16
(6) O amor conduz à edificação -
ORA, no tocante às coisas sacrificadas aos ídolos, sabemos que todos temos ciência. A ciência incha, mas o amor edifica. 1Co 8:1
(7) A edificação mútua é ordenada -
Por isso exortai-vos uns aos outros, e edificai-vos uns aos outros, como também o fazeis. 1Ts 5:11-11
(8) Tudo deve ser feito tendo-a em vista - Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem. Ef 4:29
(9) Usemos a autonegação a fim de promovê-la nos outros - Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam. 1Co 10:23-23. Como também eu em tudo agrado a todos, não buscando o meu próprio proveito, mas o de muitos, para que assim se possam salvar. 1Co 10:33-33

6. PERDÃO

(1) Um mandamento -Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo. Ef 4:32
(2) O perdão de Cristo é o padrão do nosso perdão - Suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também. Cl 3:13
(3) O perdão aos outros é a base para nosso perdão do Pai -
E, quando estiverdes orando, perdoai, se tendes alguma coisa contra alguém, para que vosso Pai, que está nos céus, vos perdoe as vossas ofensas. Mc 11:25. Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; Se, porm, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas. Mt 6:14-15
(4) O perdão é indispensável para a aceitação da nossa oferta –
Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão e, depois, vem e apresenta a tua oferta. Mt 5:23-24
(5) Perdão ilimitado -
Jesus lhe disse: Não te digo que até sete; mas, até setenta vezes sete. Mt 18:22
(6) Característica dos santos - Se paguei com o mal àquele que tinha paz comigo (antes, livrei ao que me oprimia sem causa), Sl 7:4-4
(7) Perdão prático – (1 Coríntios 6:1-8) OUSA algum de vós, tendo algum negócio contra outro, ir a juízo perante os injustos, e não perante os santos? Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deve ser julgado por vós, sois porventura indignos de julgar as coisas mínimas? Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos? Quanto mais as coisas pertencentes a esta vida? Então, se tiverdes negócios em juízo, pertencentes a esta vida, pondes para julgá-los os que são de menos estima na igreja? Para vos envergonhar o digo. Não há, pois, entre vós sábios, nem mesmo um, que possa julgar entre seus irmãos? Mas o irmão vai a juízo com o irmão, e isto perante infiéis. Na verdade é já realmente uma falta entre vós, terdes demandas uns contra os outros. Por que não sofreis antes a injustiça? Por que não sofreis antes o dano? Mas vós mesmos fazeis a injustiça e fazeis o dano, e isto aos irmãos. 1Co 6:1-8
(8) A misericórdia de Deus é nossa motivação - Sede, pois, misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso. Lc 6:36
(9) O perdão é uma glória para os santos -
A prudência do homem faz reter a sua ira, e é glória sua o passar por cima da transgressão. Pv 19:11-11

7. PROTEGER A REPUTAÇÃO
(1) Não falando mal -
(Tiago 4:11-11) Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Quem fala mal de um irmão, e julga a seu irmão, fala mal da lei, e julga a lei; e, se tu julgas a lei, já não és observador da lei, mas juiz. Tg 4:11-11
(2) Não julgando -
Há só um legislador que pode salvar e destruir. Tu, porém, quem és, que julgas a outrem? Tg 4:12-12 (Romanos 14:13-13) Assim que não nos julguemos mais uns aos outros; antes seja o vosso propósito não pôr tropeço ou escândalo ao irmão. Rm 14:13-13 (Romanos 14:4-4) Quem és tu, que julgas o servo alheio? Para seu próprio SENHOR ele está em pé ou cai. Mas estará firme, porque poderoso é Deus para o firmar. Rm 14:4-4 (Romanos 2:1-1) Portanto, és inescusável quando julgas, ó homem, quem quer que sejas, porque te condenas a ti mesmo naquilo em que julgas a outro; pois tu, que julgas, fazes o mesmo. Rm 2:1-1

8. ADMOESTAÇÃO/EXORTAÇÃO

Ensino – Admoestação (Colossenses 3:16-16) A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao SENHOR com graça em vosso coração. Cl 3:16-16 (Hebreus 10:25-25) Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia. Hb 10:25-25 Admoestar - (Romanos 15:14-14) Eu próprio, meus irmãos, certo estou, a respeito de vós, que vós mesmos estais cheios de bondade, cheios de todo o conhecimento, podendo admoestar-vos uns aos outros. Rm 15:14-14

9. PRESTAÇÃO DE CONTAS
Através da mútua Sujeição - (1 Pedro 5:5-5) Semelhantemente vós jovens, sede sujeitos aos anciãos; e sede todos sujeitos uns aos outros, e revesti-vos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. 1Pe 5:5-5 Sujeição - (Efésios 5:21-21) Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Deus. Ef 5:21-21 Da Confissão de culpas - (Tiago 5:16-16) Confessai as vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros, para que sareis. A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos. Tg 5:16-16

10. SAUDAÇÃO
Saudai - (Romanos 16:16-16) Saudai-vos uns aos outros com santo ósculo. As igrejas de Cristo vos saúdam. Rm 16:16-16 Saudar - (1 Coríntios 16:20-20) Todos os irmãos vos saúdam. Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo. 1Co 16:20-20 Saudar - (1 Pedro 5:14-14) Saudai-vos uns aos outros com ósculo de amor. Paz seja com todos vós que estais em Cristo Jesus. Amém. 1Pe 5:14-14 Saudar - (2 Coríntios 13:12-12) Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo. Todos os santos vos saúdam. 2Co 13:12-12

11. SOLIDARIEDADE Suprir a falta - (2 Coríntios 8:14-14) Mas para igualdade; neste tempo presente, a vossa abundância supra a falta dos outros, para que também a sua abundância supra a vossa falta, e haja igualdade; 2Co 8:14-14 Levar as cargas - (Gálatas 6:2-2) Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo. Gl 6:2-2 Um corpo - (Romanos 12:5-5) Assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros. Rm 12:5-5

12. TRANSPARÊNCIA Não mentir - (Colossenses 3:9-9) Não mintais uns aos outros, pois que já vos despistes do velho homem com os seus feitos, Cl 3:9-9 Falar a verdade – corpo - (Efésios 4:25-25) Por isso deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo; porque somos membros uns dos outros. Ef 4:25-25

1. AMOR: Tendo nascido de novo e me tornando participante da natureza divina, cuja essência é o amor, deixarei que o amor de Cristo derramado em meu coração pelo Espírito Santo, flua incondicional e livremente de mim para meu irmão.
2. ACEITAÇÃO:
Escancaro o meu coração para nele abrigar cada membro do Corpo de Cristo, sem preconceitos ou qualquer forma de discriminação, sem jamais fazer acepção de pessoas.
3. ALTRUÍSMO: Procurarei acima de qualquer interesse o bem-estar do meu irmão, dando-lhe em tudo prioridade e atentando para os seus interesses e necessidades, buscando em tudo agradá-lo no que é bom para a edificação.
4. COMUNHÃO:
Reconhecendo que sou parte do corpo e que cada irmão é parte de mim, buscarei manter com ele uma comunhão de amor
5. EDIFICAÇÃO: Envidarei todos os esforços para manter a paz com todos os meus irmão, conservando somente as atitudes que contribuem para sua edificando, evitando, a todo custo alimentar sentimentos e pensamentos negativos a seu respeito.
6. PERDÃO:
Como nova criação, alvo da graça de Deus e provando a cada dia seu perdão, estenderei meu perdão incondicional a todos quantos me ofenderem, num espírito manso e humilde, conservando a tolerância e a benevolência diante de suas faltas, sabendo que eu mesmo necessito de perdão.
7. PROTEGER A REPUTAÇÃO:
Reconhecendo que meu irmão é parte de mim mesmo e um só espírito com Cristo, envidarei todos os esforços para proteger seu bom nome, não falando mal dele; não o julgarei pelo que ouvir dizer a respeito e diante de suas faltas o exortarei e orarei por ele, mas não o difamarei junto a outros.
8. EXORTAÇÃO/AMOESTAÇÃO:
Reconhecendo que sou responsável pela vida do meu irmão, ao vê-lo em perigo ou desviando-se da sã doutrina, exortá-lo-ei no que é bom para sua edificação, com amor e brandura, cuidando para que eu mesma não venha a incorrer na mesma falta.
9. PRESTAÇÃO DE CONTAS:
Compreendendo que ser cristão implica em tornar-se membro do Corpo no qual somos membros uns dos outros e devemos manter um relacionamento de prestação de contas, submeter-me-ei aos meus irmãos em amor, sabendo que sou responsável por eles e lhes devo satisfação quanto ao meu modo de viver os valores do Cristianismo como membro da família de Deus.
10. SAUDAÇÃO:
Buscarei manter um elevado nível de comunicação com os demais membros do corpo, sendo cordial e amável no trato, tratando-os com respeito e consideração, manifestando meu genuíno interesse em seu bem-estar quando os cumprimento.
11. SOLIDARIEDADE:
Reconhecendo que somos uma família e um só corpo, serei solidário com meu irmão em suas necessidades de toda sorte, estendendo-lhe a mão em suas necessidades físicas, emocionais e espirituais, no espírito da solidariedade cristã.
12. TRANSPARÊNCIA:
Como uma nova criação, conservando a integridade de caráter, não faltarei com a verdade ao meu irmão, mas serei verdadeiro em todos os meus relacionamentos, usando para com ele de transparência, em amor. São Paulo, 04.01.0

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Frio, talvez; quente, que ótimo; morno, jamais!



O clima frio me lembra a passagem bíblica, no livro de Apocalipse, sobre a descrição dos frios e os quentes na fé. Diz o texto, endereçado à Igreja em Laodicéia: “Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente! Assim, porque és morno e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca” (Ap 3: 15, 16).

Por meio da revelação dada a João, o próprio Jesus está descrevendo três categorias de pessoas: as que, no seu relacionamento com o Altíssimo, são fervorosas e o buscam de todo o coração; as que ainda não tiveram a sua fé despertada para descobrir a vida plena que há em Deus; e aquelas que, mesmo tendo conhecimento das verdades do evangelho, vivem uma vida apática e sem iniciativa de envolvimento.

Certamente é melhor ser o que é mencionado como “quente”. É melhor escolher o calor, a amizade e a proximidade com Deus. É melhor a postura de prostrar-se diante dele, numa atitude de fé que traz resultados. É infinitamente melhor andar com Deus, levar a sua palavra a sério e guardar os seus mandamentos.

O que o Senhor quer dizer com “[q]uem dera fosses frio ou quente!” é que ainda há uma saída para aquele considerado “frio”. A menção de que seria melhor que o fosse é que o frio tem chance de se “aquecer”. O frio é aquele que não teve experiências pessoais com Deus, e que, por alguma razão, ainda não se empenhou em buscá-lo, mas cuja situação pode mudar imediatamente, no momento em que se dispuser a fazê-lo. Há uma esperança para ele.

Para o considerado “morno”, no entanto, as coisas são mais difíceis. O morno é aquele que, conhecendo a verdade, não a leva a sério e, por brincar com o que é sagrado, faz uso da revelação divina para sua própria condenação. O que sobra para o morno é a aliança rompida e o distanciamento, razão por que Jesus afirma estar a ponto de “vomitá-lo” de sua boca, a expressão máxima de desprezo e rejeição que se possa demonstrar por alguém.

A boa notícia é que essas condições são determinadas por escolhas. Pode-se eleger em permanecer frio ou morno e empenhar-se por buscar a quentura do Espírito Santo, que nos aproxima do Pai. Aceite de bom grado a dica que o Senhor lhe está dando com esta palavra e escolha o melhor. Depois, é só desfrutar de tudo o que Deus “tem preparado para os que o amam”.

Fique na paz,

Ap. Rina

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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Para que Sua Vida Não Desmorone


Referindo-se ao Seu Sermão do Monte, o Senhor Jesus disse: "Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha. E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína" (Mt 7.24-27).

Para que tudo não desabe (como no relato acima) é importante construir a própria vida sobre o fundamento certo, sobre a rocha, que é Cristo.

Naturalmente existem muitos argumentos em favor da areia. A praia é bonita, a paisagem é maravilhosa, dali vê-se o pôr-do-sol. Construindo na areia, é possível poupar muitos esforços e sacrifícios, tempo e dinheiro, pois não se precisa tanto material para construir na praia como se precisaria para construir sobre a rocha, talvez em terreno acidentado. É mais difícil construir uma casa sobre a rocha. Todo o material de construção precisa ser levado até o alto, e é fato conhecido que lançar um fundamento em uma rocha dura é bem mais complicado que na areia.

Muitos constroem a casa de suas vidas sobre a "areia" deste mundo. Tudo parece maravilhoso, as mais radiantes perspectivas delineiam-se diante dos olhos e segue-se "pelo caminho do menor esforço". Almeja-se uma vida agradável com alegrias e prazeres. Missões e organizações fundamentadas na Bíblias só atrapalham e estorvam, por isso são evitadas. Parece muito mais fácil construir uma casa conforme as próprias convicções e anseios, agradando a si mesmo e tentando alcançar o que se espera da vida. Difícil é, ao menos assim parece, construir sobre Jesus Cristo, sobre a Palavra de Deus. O caminho do arrependimento é penoso, a luta contra as tentações parece insuportável, e seguir a Jesus carregando a própria cruz parece quase impossível. Mas, para quem escolhe a areia, a queda já está programada e será infinitamente profunda. Quando vêm as tempestades da vida, a velhice, o sofrimento, o medo e a morte, chega também o desespero e toda a aparente segurança desmorona.

A Bíblia nos ensina que todas as coisas deste mundo passarão, que tudo o que é ímpio se assemelha à palha que o vento espalha. Mesmo países e impérios poderosos não perdurarão. Nada, absolutamente nada do que for construído sem Jesus terá valor permanente, tudo é efêmero e passageiro. Mas quem constrói sua vida sobre Jesus de uma maneira consciente, estará construindo sobre fundamento sólido, com seus pilares alicerçados na eternidade, fundamentados em Deus. Na vida da pessoa que constrói sobre a rocha, as alegrias não estão baseadas na aprovação dos homens, que já levou muitos à ruína. Verdadeira alegria e esperança real fundamentam-se no Senhor, em Sua obra consumada na cruz do Calvário, no perdão recebido ali e no dom da vida eterna. E então, quando o sofrimento e a dor baterem à porta, podemos ficar firmes e inabaláveis, pois o Senhor nos segura. Ele nos protege e jamais nos abandona. A Bíblia diz que nada pode nos separar de Seu amor e de Seu cuidado, que o Senhor nos guarda e no final nos receberá em Seu reino inabalável e eterno. Quem constrói sobre Jesus permanece por toda a eternidade! (Norbert Lieth - http://www.apaz.com.br)

Ansiedade

Deixar a Ansiedade

A tarefa mais difícil dos cristãos

"Pois ele te livrará do laço do passarinheiro e da peste perniciosa. Cobrir-te-á com as suas penas, e, sob suas asas, estarás seguro; a sua verdade é pavês e escudo" (Sl 91.3-4).

Embora em muitas passagens da Bíblia tenhamos promessas da fidelidade, da provisão e da proteção de Deus, a tarefa mais difícil dos cristãos, a meu ver, consiste em seguir a ordem expressa nas três palavras "não andeis ansiosos".

Uma senhora idosa disse certa vez que havia sofrido muito, principalmente por causa de preocupação e medo de coisas que nunca aconteceram. Corrie ten Boom disse sobre este assunto:

Eu creio que, quando nos preocupamos, praticamente nos comportamos como ateus. Ou cremos em Cristo, ou não cremos. Ele disse: "Eu venci o mundo". Ele venceu? Ou Ele apenas nos prega uma peça de mau gosto?

Muitas vezes procedemos como pessoas que usam o elevador, mas não colocam a pesada mala no chão, preferindo segurar todo o peso. Na verdade somos crentes, mas simplesmente não nos aventuramos a entregar a nossa carga de preocupações Àquele que quer se preocupar conosco, que cuida de nós e nos conclama na Bíblia:

Não se preocupem!

Na prática, como demonstramos que "não nos preocupamos com nada"? Filipenses 4.6-7 nos diz:

"Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graça. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus."

"Não se aflijam com nada; ao invés disso, orem a respeito de tudo; contem a Deus as necessidades de vocês, e não se esqueçam de agradecer-Lhe suas respostas" (Fp 4.6, A Bíblia Viva).

A exortação de Deus "Não andeis ansiosos" não é um conselho amoroso, um desejo ou um pedido, mas uma ordem! Nela somos chamados a assumir a tarefa mais pesada dos cristãos.

De fato existem muitas coisas que podem nos preocupar. Problemas familiares: o que será dos nossos filhos? o que acontecerá se eu perder o emprego – o dinheiro ainda será suficiente para todos? Nos negócios: no último ano as coisas correram bem. Mas neste novo ano, será que venceremos todos os obstáculos? Outras preocupações: medo de câncer, medo de infarto, de qualquer outra doença ou de um acidente. Medo de alimentos que prejudicam a saúde, da morte repentina, da guerra, da inflação... Talvez sobre a prancheta com a lista das preocupações até existam coisas das quais poderíamos dizer: "Nesse caso, tenho razão em me preocupar". Todavia, simplesmente devemos concordar que esse procedimento é totalmente contrário à ordem de Deus: "Não andeis ansiosos de cousa alguma".

Racionalmente nos preocupamos de fato, mas o cuidado de Deus está acima do nosso entendimento. Por isso também está escrito a esse respeito: "Não andeis ansiosos... E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus" (Fp 4.6-7). A paz que Deus dá excede e vence qualquer dúvida da nossa mente e supera todas as ansiedades, pois está enraizada na pura confiança em Deus. Em todas as lutas da vida, quando Ele enche nosso coração com paz celestial, guarda-nos na comunhão com Cristo Jesus.

Não se preocupem

Não andeis ansiosos, porque grande é o Senhor

Por que a Bíblia insiste tanto em, como cristãos renascidos, não nos preocuparmos? "Não andeis ansiosos... Porque nisso resplandece a grandeza de Deus que excede a tudo. O Eterno, o Guardador da nossa vida, é tão poderoso e tão preocupado conosco que realmente não precisamos estar ansiosos por nada. É uma honra para Ele assumir todas as nossas preocupações. Por isso Pedro diz: "lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós" (1 Pe 5.7). Certamente, uma coisa não funciona sem a outra. Somente quando lançamos todas as nossas ansiedades sobre o Eterno, Ele também cuida de nós. Mas se arrastamos as nossas ansiedades junto conosco, então nós mesmos criamos muita aflição, muito sofrimento e muita inquietação. Além disso, toda preocupação não adianta nada, pois o próprio Senhor Jesus diz: "Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida... vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas" (Mt 6.27 e 32b). Quem assim mesmo tenta resolver sozinho seus próprios problemas mostra que não reconhece a grandeza de Deus, ou seja, torna o Senhor pequeno e rouba-Lhe a Sua honra!

A seguir quero fazer algumas perguntas que podem ser úteis para você:

  • Você crê que o Senhor Jesus ouve as orações?
  • Você crê que Deus cuida de nós?
  • Você crê que Deus zela pelos nossos interesses?
  • Você crê que Deus consegue resolver mesmo as nossas maiores dificuldades?
  • Você crê que nada em nossa vida passa despercebido para o Senhor Jesus?
  • Você crê que Deus é Todo-Poderoso?
  • Você crê que Deus nos dirige e faz com que tudo contribua para o nosso bem?

Se você pode responder a todas estas perguntas afirmativamente – então, por que ainda se preocupa?

Racional e teoricamente sabemos tudo muito bem; sabemos de cor promessas como, por exemplo, o Salmo 23; somos instruídos e crescemos no discipulado cristão; podemos testemunhar de experiências que fizemos com o Senhor – mas, mesmo assim, ainda não aprendemos a entregar as nossas preocupações totalmente ao Senhor. Quando surgem novos problemas, voltamos a nos preocupar e ficamos ansiosos, exatamente como fez Israel no deserto. Assim vemos que a ordem "não andeis ansiosos" é de fato uma das tarefas mais difíceis do verdadeiro cristão.

Bill Bright disse certa vez em relação a 1 Pedro 5.7:

Reconheci que, em minha vida, ou sou eu que carrego os fardos ou é o Senhor Jesus. Não podemos carregá-los juntos, e eu decidi lançá-los sobre Ele.

Não se preocupar, naturalmente, não quer dizer que os problemas são retirados de nós instantaneamente, mas sim que é levado o peso que esses fardos representam em nossas vidas. Os problemas nem sempre são solucionados imediatamente, mas somos libertos da pressão deles. Então podemos experimentar o que diz o Salmo 68.19b: "Bendito seja o Senhor que, dia a dia, leva o nosso fardo! Deus é a nossa salvação". A Bíblia Viva diz: "Louvado seja o Senhor! Ele leva nossos problemas e nos dá a sua salvação."

Quão grande é o Senhor? A Bíblia está cheia de exemplos da providência de Deus para com o Seu povo e para com os Seus filhos:

  • Israel esteve por 40 anos no deserto. Nunca faltou pão e água aos israelitas, e suas sandálias não se gastaram nos seus pés (Dt 29.5). Quando Josué e Calebe entraram na Terra Prometida, ainda tinham nos pés as mesmas sandálias que usavam quando saíram do Egito!
  • Nenhum pardal cairá no chão sem o consentimento do Pai. Alguém disse: "Deus participa do funeral de cada pardal". Quanto mais preciosos somos nós do que um pardal (Lc 12.6 e Mt 10.29)?!
  • Ele veste os lírios no campo com glória e esplendor maiores que a glória de Salomão (Mt 6.28-30). Ele que se preocupa com cada
    boi, quanto maior cuidado tem de nós (1 Co 9.9-10)!
  • Jesus Cristo, o Bom Pastor, toma sobre Seus ombros cada ovelha perdida que encontra (Lc 15.3-7) como o sumo sacerdote trazia sobre seus ombros e sobre seu peito os nomes das doze tribos de Israel (Êx 28.6-29). E Jesus é o grande Sumo Sacerdote.
  • Nossos nomes estão gravados nas Suas mãos. Na cruz Ele nos sustenta plenamente (Is 49.16).
  • Ele conta os cabelos da nossa cabeça, e nossas lágrimas são recolhidas por Deus e inscritas no Seu livro (Mt 10.30 e Sl 56.9). Qual pai ou mãe já fez isso, alguma vez, com seus filhos?
  • Nenhuma arma forjada contra nós prosperará (Is 54.17); nós somos como a menina do Seu olho (Zc 2.8).
  • Não submergiremos nos rios e não queimaremos no fogo (Is 43.2).
  • Em toda a nossa angústia Ele é angustiado (Is 63.9).
  • Aquele que nos guarda não dormita nem dorme (Sl 121.3-4).
  • Ele nos compreende mesmo sem palavras, disse o rei Davi (Sl 139.2).
  • Ele é tão grande que entregou Sua vida por nós (Jo 10.11), e não cuidaria de nós todos os dias?
  • Ele nos carregará até que tenhamos cabelos brancos e cuida de nós "desde o princípio até ao fim do ano" (Is 46.4 e Dt 11.12).
  • E em Hebreus 13.5 lemos: "De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei".

Grande é o Senhor

Por que não devemos nos preocupar

1. Porque as preocupações são desnecessárias

Não estamos expostos ao destino cruel, nem entregues ao acaso. Pelo contrário, está escrito que Ele – por amor do Seu nome – nos guia pelas veredas da justiça (Sl 23.3).

Quando Rute procurou ansiosamente um campo de cereal maduro para poder sobreviver com sua sogra, está escrito: "Por casualidade entrou na parte que pertencia a Boaz" (Rt 2.3). Isso foi mero acaso, ou foi o Senhor que a dirigiu? Quando Rute voltou para sua sogra Noemi com batante cevada e lhe contou tudo, será que ela disse: "Oh, que coincidência!"? Não, ela sabia muito bem que isso fora o cuidado de Deus por elas e se regozijou, dizendo: "Bendito seja ele (Boaz) do Senhor, que ainda não tem deixado a sua benevolência nem para com os vivos nem para com os mortos" (v. 20). A graça e o fiel cuidado de Deus estavam por detrás da vida dessas duas mulheres.

2. Porque as preocupações não adiantam

De maneira nenhuma elas são capazes de solucionar algum problema. Certa vez, alguém disse: "As preocupações nunca eliminam as dores do futuro, mas acabam com o poder do presente." Com preocupações não podemos prolongar nossa vida (Mt 6.27).

3. Preocupações são nocivas

Li recentemente que as enfermidades psicossomáticas têm aumentado muito. Muitas úlceras, problemas cardíacos e outras doenças têm sua origem nas preocupações. Elas provocam tensões, mau humor e nervosismo.

4. Preocupações nos tiram a liberdade

Corrie ten Boom disse: "Provavelmente as preocupações são nossos carcereiros mais constantes."

5. Preocupações são pecado

A Bíblia diz: "tudo o que não provém de fé é pecado" (Rm 14.23b). Preocupações põem em dúvida a sabedoria e o poder de Deus. Elas insinuam que Ele não age, que não se importa conosco e que não se interessa por nós.

Não devemos nos preocupar

A cruz – expressão máxima da preocupação de Deus conosco

A cruz do Calvário é o lugar onde podemos descarregar todas as nossa ansiedades e preocupações, todos os pecados, todas as aflições. A cruz é a maior prova do cuidado de Deus por nós, ali temos ajuda. Justamente na cruz, o Senhor nos mostra o quanto está preocupado conosco. Está escrito em João 19.25-27: "E junto à cruz estavam a mãe de Jesus, e a irmã dela, e Maria, mulher de Clopas, e Maria Madalena. Vendo Jesus sua mãe e junto a ela o discípulo amado, disse: Mulher, eis aí teu filho. Depois, disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. Dessa hora em diante, o discípulo a tomou para casa." Até em meio ao Seu próprio sofrimento, quando estava dependurado na cruz, cheio de dores, o Senhor se preocupou com Sua mãe e com Seu discípulo João. Que maravilhoso exemplo do amor e do cuidado de Deus!

Devemos levar todas as nossas preocupações até a cruz; nesse sentido, Paulo também nos diz: "Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças" (Fp 4.6).

Assim como não devemos nos preocupar por "coisa alguma", devemos fazer conhecidas "em tudo" as nossas petições a Deus, com ações de graça. "Em tudo" significa que não existem coisas, por mais pequeninas ou maiores que sejam, pelas quais não devêssemos orar. Não deveríamos administrar algumas coisas por nossas próprias forças, deixando outras por conta de Deus. Nosso Pai celeste tem poder para resolver todos os nossos problemas.

Devemos orar e suplicar "com ações de graça". Devemos agradecer ao Senhor por benefícios já recebidos e agradecer no presente pela certeza dos benefícios futuros. "E esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve. E, se sabemos que ele nos ouve quanto ao que lhe pedimos, estamos certos de que obtemos os pedidos que lhe temos feito" (1 Jo 5.14-15). (Norbert Lieth - http://www.apaz.com.br)

O OUE JESUS ANUNCIOU NO SERMÃO PROFÉTICO?

O OUE JESUS ANUNCIOU NO SERMÃO PROFÉTICO?


“E, saindo ele do templo, disse-lhe um dos seus discípulos: Mestre, olha que pedras, e que edifícios!

E, respondendo Jesus, disse-lhe: Vês estes grandes edifícios? Não ficará pedra sobre pedra que não seja derrubada.

E, assentando-se ele no Monte das Oliveiras, defronte do templo, Pedro, e Tiago, e João e André lhe perguntaram em particular: Dize-nos, quando serão essas coisas, e que sinal haverá quando todas elas estiverem para se cumprir.

E Jesus, respondendo-lhes, começou a dizer: Olhai que ninguém vos engane;porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos.

E, quando ouvirdes de guerras e de rumores de guerras, não vos perturbeis; porque assim deve acontecer; mas ainda não será o fim.

Porque se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá terremotos em diversos lugares, e haverá fomes e tribulações.

Estas coisas são os princípios das dores.

Mas olhai por vós mesmos, porque vos entregarão aos concílios e às sinagogas; e sereis açoitados, e sereis apresentados perante presidentes e reis, por amor de mim, para lhes servir de testemunho.

Mas importa que o evangelho seja primeiramente pregado entre todas as nações.

Quando, pois, vos conduzirem e vos entregarem, não estejais solícitos de antemão pelo que haveis de dizer, nem premediteis; mas, o que vos for dado naquela hora, isso falai, porque não sois vós os que falais, mas o Espírito Santo.

E o irmão entregará à morte o irmão, e o pai ao filho; e levantar-se-ão os filhos contra os pais, e os farão morrer.

E sereis odiados por todos por amor do meu nome; mas quem perseverar até ao fim, esse será salvo.

Ora, quando vós virdes à abominação do assolamento, que foi predito por Daniel o profeta, estar onde não deve estar (quem lê, entenda), então os que estiverem na Judéia fujam para os montes.

E o que estiver sobre o telhado não desça para casa, nem entre a tomar coisa alguma de sua casa; e o que estiver no campo não volte atrás, para tomar as suas vestes.

Mas ai das grávidas, e das que criarem naqueles dias!
Orai, pois, para que a vossa fuga não suceda no inverno.

Porque naqueles dias haverá uma aflição tal, qual nunca houve desde o princípio da criação, que Deus criou, até agora, nem jamais haverá.

E, se o Senhor não abreviasse aqueles dias, nenhuma carne se salvaria; mas, por causa dos eleitos que escolheu, abreviou aqueles dias.

E então, se alguém vos disser: Eis aqui o Cristo; ou: Ei-lo ali; não acrediteis.

Porque se levantarão falsos cristos, e falsos profetas, e farão sinais e prodígios, para enganarem, se for possível, até os escolhidos.

Mas vós vede; eis que de antemão vos tenho dito tudo.

Ora, naqueles dias, depois daquela aflição, o sol se escurecerá, e a lua não dará a sua luz.

E as estrelas cairão do céu, e as forças que estão nos céus serão abaladas.

E então verão vir o Filho do homem nas nuvens, com grande poder e glória.

E ele enviará os seus anjos, e ajuntará os seus escolhidos, desde os quatro ventos, da extremidade da terra até a extremidade do céu.

Aprendei, pois, a parábola da figueira: Quando já o seu ramo se torna tenro, e brota folhas, bem sabeis que já está próximo o verão.
Assim também vós, quando virdes sucederem estas coisas, sabei que já está perto, às portas.

Na verdade vos digo que não passará esta geração, sem que todas estas coisas aconteçam.

Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão.

Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho, senão o Pai.

Olhai, vigiai e orai; porque não sabeis quando chegará o tempo.

É como se um homem, partindo para fora da terra, deixasse a sua casa, e desse autoridade aos seus servos, e a cada um a sua obra, e mandasse ao porteiro que vigiasse.

Vigiai, pois, porque não sabeis quando virá o senhor da casa; se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã, para que, vindo de improviso, não vos ache dormindo.
E as coisas que vos digo, digo-as a todos: Vigiai.” (Marcos 13.1-37)



O chamado “sermão profético” de Jesus é um dos textos mais fascinantes e também mais distorcidos de todo o ensino de Jesus.

Muitos citam estas palavras de Jesus para explicar fenômenos atuais, como se as profecias ali descritas estivessem se cumprindo hoje, diante de nossos olhos.

A referência às guerras, fomes e terremotos parecem estar prevendo o noticiário e os jornais, e tornam-se anúncios e sinais do fim do mundo.

Será que é isto que este texto está ensinando?

Certamente não!


O TEXTO É SIMBÓLICO


Como estas coisas já se cumpriram, fique pronto.

Este capítulo é chamado de “O Pequeno Apocalipse” de Jesus no Evangelho de Marcos.

A linguagem é simbólica e deve ser interpretada com cuidado. (Exemplo: Uma estrela não pode “cair do céu” - 13.25).


O TEXTO É PROFÉTICO


É uma verdadeira predição de Jesus, que advertia seus próprios discípulos e a todos os seus seguidores.

Portanto, o texto tem lições para eles e para nós.

Não devemos esquecer, contudo, que o discurso profético, em sua maior parte, visava transmitir a verdade de Deus para as pessoas daquela geração e não apenas revelar o futuro longínquo.

Profecia, acima de tudo, é ensino.


“Mas o que profetiza fala aos homens, para edificação, exortação e consolação.”

“Porque todos podereis profetizar, uns depois dos outros; para que todos aprendam, e todos sejam consolados.” (1Coríntios 14.3, 31).



Os discípulos de Jesus que ouviram este discurso sabiam que ele se aplicava em primeiro lugar a eles e não ao século XXI.


O TEXTO ENTRELAÇA DOIS ASSUNTOS


A destruição de Jerusalém ( “os que estiverem na Judéia fujam para os montes” - 13.14) e o fim do mundo (“anjos... reunirá os escolhidos” - 13.27) são tratados em conjunto.

A destruição de Jerusalém é uma miniatura da tremenda destruição final.

Portanto, a primeira ilustra a segunda.

Este fenômeno de entrelaçar assuntos é chamado pelos estudiosos de “perspectiva profética”, e ocorre em várias ocasiões quando a profecia sobre dois eventos cronologicamente separados apresenta-os como se fossem um só, do ponto de vista do profeta.


A CONVERSA SOBRE O TEMPLO


O templo tinha um aspecto glorioso e majestoso.

Feito de mármore branco, coberto de placas de ouro e adornado por todo tipo de entalhos e colunas.

Algumas pedras chegavam a medir dimensões colossais.

Os historiadores chegaram a dizer que, quando o templo foi tomado e saqueado, havia tanto ouro disponível no mercado, que o preço do ouro caiu muito na província romana da Síria!


A PROFECIA SOBRE O TEMPLO


Jesus predisse a destruição da cidade e do templo.

Era uma profecia surpreendente.

Foi esta profecia que iniciou toda a questão tratada no discurso.

Para os discípulos, a destruição do templo seria equivalente ao fim do mundo.

Embora isto não fosse necessariamente verdadeiro, não poderia ser excluído de todo.

Jesus não sabia qual seria a data do fim dos tempos, logo ele não poderia dizer:

“Oh! A Destruição de Jerusalém é uma coisa, mas o fim dos tempos é outra!”.


Se ele falasse assim estaria “sabendo” a data do fim.

Por causa disto e também por causa da chamada “perspectiva profética” Jesus tratou os dois eventos em um só discurso.

Contudo, ele diferenciou os dois eventos no transcorrer de seu ensino.


A PERGUNTA DOS DISCÍPULOS (3-4)


O grupo mais íntimo perguntou. Eles pensavam em duas questões: Quando?
Que sinal?

A pergunta começa com a curiosidade sobre o futuro do templo judaico.


A RESPOSTA DE JESUS (5-37)


Não sejam enganados (5-8)

Tempos difíceis geram charlatões (5-6).

Vários falsos messias foram anunciados depois de Cristo e antes da destruição da cidade.

João Giscala, Eliezer e Simão Bar Gorgia, homens da Galiléia, Iduméia e Jerusalém, respectivamente, disseram ser “o messias”.


“Porque antes destes dias levantou-se Teudas, dizendo ser alguém; a este se ajuntou o número de uns quatrocentos homens; o qual foi morto, e todos os que lhe deram ouvidos foram dispersos e reduzidos a nada.

Depois deste levantou-se Judas, o galileu, nos dias do alistamento, e levou muito povo após si; mas também este pereceu, e todos os que lhe deram ouvidos foram dispersos.”

“Não és tu porventura aquele egípcio que antes destes dias fez uma sedição e levou ao deserto quatro mil salteadores?” (Atos 5.36-37 e 21.38).



Tempos difíceis geram falsos sinais (7-8).

Houve constante tensão na Palestina.

Antes da revolta dos judeus, havia rumores de guerras contra os PARTOS.

Após a morte de Nero houve guerra civil pelo controle do Império Romano e tomadas de poder por generais (Galba, Oto, Vitélio).

Em 67 um terremoto destruiu Laodicéia.

Também o vulcão Vesúvio acabou com Pompéia em anos posteriores.

Fomes não eram incomuns neste período.

“E, levantando-se um deles, por nome Ágabo, dava a entender pelo Espírito, que haveria uma grande fome em todo o mundo, e isso aconteceu no tempo de Cláudio César.” (Atos 11.28).
.

“Estas coisas são o princípio das dores”, mas não o cumprimento específico da profecia.

Mostram o caminho para o qual as coisas caminham, mas ainda não são as próprias coisas profetizadas.

As dores de Jerusalém só estão sendo anunciadas, mas nenhum sinal conclusivo e dado.


ESTEJAM PRONTOS PARA A PERSEGUIÇÃO (9-13)


O texto fala de oposição religiosa (9), governamental (9), familiar (12) e geral (13).

Mas neste momento, eles deveriam TESTEMUNHAR e PREGAR o evangelho em toda parte.

O evangelho foi levado a todas as nações.


“E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra.

Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;

Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.” (Mateus 28.18-20)



Antes da destruição de Jerusalém.


“Se, na verdade, permanecerdes fundados e firmes na fé, e não vos moverdes da esperança do evangelho que tendes ouvido, o qual foi pregado a toda criatura que há debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, estou feito ministro.” (Colossenses 1.23).


O jeito é ficar firme até o fim.


A DESTRUIÇÃO DA CIDADE DE JERUSALEM (14-23)


O sinal: a abominação desoladora (14).

O cumprimento de Daniel 9.27 que previa o fim de Jerusalém pela invasão de um exército.


“E ele firmará aliança com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador."



A expressão foi usada em Daniel 11.31 e 12.11:


“E braços serão colocados sobre ele, que profanarão o santuário e a fortaleza, e tirarão o sacrifício contínuo, estabelecendo abominação desoladora.”

“E desde o tempo em que o sacrifício contínuo for tirado, e posta a abominação desoladora, haverá mil duzentos e noventa dias.”



Com respeito à obra de devastação de Antioco Epifânio, rei grego da Síria que perseguiu a religião dos judeus.

O sinal que Jesus dá é o da aproximação do exército romano, e ele deve estar usando a expressão conforme o uso em Daniel 9.27 que falava do fim da cidade de Jerusalém após “setenta semanas de anos” ou seja, cerca de 500 anos, após a sua reconstrução.

Quando o exército romano fosse visto, então o fim chegaria; Jerusalém iria cair.


A CONDUTA RECOMENDADA FUGIR DA CIDADE (14-18).


Os historiadores cristãos dizem que nenhum cristão morreu com a destruição de Jerusalém.

Eles saíram da cidade em obediência a esta profecia de Jesus.

Os problemas e mandamentos aqui mencionados – fugir para os montes, não entrar em casa, grávidas, inverno – não fazem sentido se aplicados ao fim dos tempos, mas aplicam-se à queda de Jerusalém.


A ADVERTÊNCIA RETOMADA (19-23).


O que não faltou em Jerusalém foi sofrimento e “messias”.

As mães cozinhavam crianças de peito para comer.

Havia pelo menos três chefes militares dizendo ser o “único messias”.

Tudo isto se cumpriu no cerco de Jerusalém.

Morreram 66.000 e outros 89.000 foram feridos.

Josefo diz que morreram 1.100.000 e 97.000 foram presos.

Certamente há certo exagero em Josefo, o historiador judeu, mas a mortandade, de fato, foi imensa.


O FIM DOS TEMPOS (24-27)


O TEMPO (24).


A expressão inicial destes versos deixa a entender que o fim do mundo devia ocorrer logo após a queda de Jerusalém.

Mas é bom lembrar que o tempo na profecia apocalíptica é muito fluído e simbólico.

Também é importante lembrar que poderia ter ocorrido assim!

Desde a queda de Jerusalém, todas as profecias estão cumpridas: não haveria mais necessidade de nada para que a vinda de Cristo se consumasse.

Desta forma, Jesus falar de sua vinda como ocorrendo depois da destruição de Jerusalém não seria nada impossível.


O SIMBOLISMO (24-25).


É típico dos escritos proféticos quando mencionam a intervenção de Deus na história (veja as referências no pé da página da Bíblia).


AVOLTA DE JESUS (26-27).


A descrição destes versículos adaptam-se com a idéia da segunda vinda.


“Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém.” (Apocalipse 1.7).


O TEMPO DESTAS PROFECIAS (28-37)


A destruição de Jerusalém é dentro desta geração (28-31).

De fato, dentro de 40 anos a profecia foi cumprida.

Jesus faz uma ressalva sobre “aquele dia”.

A referência é mais facilmente entendível se aplicada à volta de Cristo.


A SEGUNDA VINDA É IMPREVISÍVEL (32).


O mundo deve estar preparado e vigiar (33-36).

A vinda de Jesus é certa.

É uma profecia segura, pois já se cumpriu parcialmente em Jerusalém e seu cumprimento completo no mundo pode ocorrer a qualquer momento.

Jesus já provou que é um profeta que “acerta” suas previsões.

Ele previu que Jerusalém cairia, e aconteceu; ele previu o fim dos tempos, e certamente acontecerá!



Que Deus abençoe a todos



Autor: Álvaro César Pestana



*VISITE TAMBÉM: ASSEM-BERÉIA DE DEUS - http://kedsonni.blogspot.com/ VALE A PENA.

Os três anjos

O Mistério Dos Três Anjos no Antigo Testamento

Ao ler os capítulos 18 e 19 do livro de Gênesis, uma questão me inquietou. Tantos sermões já ouvi sobre a visita dos anjos a Abraão, também não era a primeira vez que meus olhos contemplavam aquelas linhas, como não havia notado antes? Corri em busca de respostas no rodapé da minha Bíblia de estudo, não encontrei. Digitei no Google, páginas do Brasil, sem sucesso. Mas, em alguns poucos sites de língua inglesa, lá estava à explicação, por pastores e teólogos. O motivo da dúvida é:

Se em Gênesis 18, três anjos visitam Abraão, como é que na passagem seguinte, apenas dois chegam a Sodoma?


  • Gn 18:1: “E O Senhor apareceu a Abraão nos carvalhais de Manre”
  • 18:2 “E levantou os seus olhos e eis três homens em pé junto a ele. E vendo-os, correu da porta da tenda ao seu encontro e inclinou-se à terra”
  • 18:16: "E levantaram-se aqueles homens dali, e olharam para o lado de Sodoma; e Abraão ia com eles acompanhando-os”
  • 18:22: Então viraram aqueles homens os rostos dali, e foram-se para Sodoma; mas Abraão ficou ainda em pé diante da face do Senhor.
  • Cap. 19: E vieram os dois homens a Sodoma à tarde, e estava Ló assentado à porta de Sodoma...

Onde estava o terceiro anjo?

Jamieson Fausset cita publicação de Brown editora Zondervan, página 28.

“Como forma de boas vindas, na época de vida de Abraão, era comum correr de encontro aos visitantes quando estes eram pessoas comuns. Agora, em se tratando de estrangeiros, o costume era avançar, colocar o braço em volta da cintura ou tocar-lhe no ombro. Tudo indica que pela maneira como Abraão avançou na direção dos homens, ele os reconheceu como seres de outra pátria. Continua Brown: "E apareceu o Senhor a Abraão... A palavra "Senhor" no cap. 18, em concordância com o dicionário grego Strong (pg 3068) denota ser celestial: Jeová ou "Hashem" "Adonai" como falam os judeus.”

E O senhor Já havia falado outras vezes com Abraão...
Gên. 15:01 e 17:1 lê-se: "O Senhor apareceu a Abraão"

É possível o homem ver Deus?

Em Êxodo 33:20 Deus diz para Moisés:"Não poderás ver a minha face, porquanto homem nenhum verá a minha face, e viverá". Baseado neste verso, muitos julgam impossível que o homem veja Deus. Mas, Deus estava falando com Moisés! E em Êx; 33:11 está escrito: "E falava o senhor com Moisés face a face"

Há contradição na Bíblia?

Não. O que acontece, é a possibilidade do homem comunicar-se com Deus através da Teofania - Termo usado para indicar a aparição do Próprio Deus, de maneira que o homem possa suportar. Essa forma de manifestação é bem presente por todo o Antigo Testamento.

Voltemos à questão:

Gên 18: Deus aparece a Abraão, três anjos o visitam e depois seguem para Sodoma e Gomorra para anunciar a destruição. Apenas dois anjos chegam ao destino. E o outro anjo?

Eis aqui uma revelação surpreendente! Enquanto os dois anjos seguem viajem para Sodoma e Gomorra, Abraão recebe a notícia da destruição da cidade e realiza a conhecida e maravilhosa oração intercessória em favor do lugar.

  • “E disse: eis que agora me atrevi a falar ao Senhor... não se ire, se por acaso se acharem dez justos naquele cidade? Não a destruirei por amor dos dez. E retirou-se o Senhor quando acabou de falar a Abraão" Gn 18: 32,33.
Um dos anjos não seguiu para Sodoma, porque era o próprio Jesus: “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem” (I Timóteo 2:5). Ele foi quem ouviu face a face a oração de Abraão em favor dos habitantes de Sodoma e Gomorra.

Dessa forma fica clara a interpretação da passagem do Novo Testamento em que Jesus disse:
  • “Abraão vosso pai, exultou por ver o meu dia, e viu-o e alegrou-se” ao que responderam os Judeus: Ainda não tens cinqüenta anos, e viste Abraão? Disse-lhe Jesus: Em verdade, em verdade, vos digo que antes que Abraão existisse, eu sou" João 8:56-58.

Portanto, é uma inverdade afirmar que Jesus não está presente no Antigo Testamento, por dois motivos:
  • Jesus É a Palavra de Deus, o Verbo, impossível de ser anulado da história da criação e redenção do homem :“Eu sou o Alfa e o Ômega o principio e o fim, o primeiro e o derradeiro” Ap. 22:13.
  • Ele esteve presente através da Teofania falando face a face com o homem.
E assim, em uma análise mais aprofundada das Escrituras, o Mistério dos três anjos foi revelado. Quem procurar no Google já encontrará esta explicação Bíblica.

Por:Wilma Rejane
Bíblia de Estudo Plenitude, como base os textos de Gênesis, Êxodo, João e Mateus.
Byblestudy
Calvarybatist

Vítimas dos nossos Ídolos




Habacuque 2:19 - Ai daquele que diz ao pau: Acorda! e à pedra muda: Desperta! Pode isso ensinar? Eis que está coberta de ouro e de prata, mas dentro dela não há espírito algum.


Uma das mensagens do profeta Habacuque deplora a condição daqueles que fabricam seus próprios ídolos: “Ai daquele que diz à madeira: “Acorda”. E à pedra muda: “Desperta”. Pode isto ensinar? Eis que está coberto de ouro e prata, mas no meio dele não há espírito algum” (Habacuque 2:19).

Antropólogos dizem que ainda não foi encontrada nenhuma comunidade completamente destituída de algum conceito de divindade. A relação dos deuses vai desde o monoteísmo, até o mais primitivo animismo; desde a espiritualidade mais transcendente, até os ídolos fabricados pelos próprios adoradores. Os escritores bíblicos sistematicamente alertam para os perigos dos ídolos.

Na idolatria contemporânea, os ídolos mais reverenciados não são as figuras cobertas de ouro e prata: os ídolos atuais são o ouro e a prata. Aqueles que acumularam os bens materiais desenvolveram uma sensação de onipotência, de segurança interminável. Até que a segurança se transforma em uma “bolha” financeira. E ela explode e leva em sua enxurrada riquezas individuais e os déficits das nações. Diante desses ídolos, é essencial ouvir a autoridade de Jesus Cristo: “Deus é espírito. E importa que os que O adoram o adorem em espírito e verdade”. Sem ídolos, sem bolhas, sem enganações.

Pr. Olavo Feijó

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Para uma pessoa muito especial



O Verdadeiro amor

2 Crônicas 7:3 - E todos os filhos de Israel vendo descer o fogo, e a glória do SENHOR sobre a casa, encurvaram-se com o rosto em terra sobre o pavimento, e adoraram e louvaram ao SENHOR, dizendo: Porque ele é bom, porque a sua benignidade dura para sempre.

Quando os israelitas viram a glória do Senhor, na inauguração do Templo construído por Salomão, todos se prostraram e exclamaram: "... Ele é bom; o Seu amor dura para sempre" (II Crônicas 7:3).

Há ocasiões em que não vemos o amor de Deus agindo. São situações de portas fechadas, quando tudo concorre para nos causar desesperança.

Diante de um Templo suntuoso e as manifestações da glória divina, é muito mais fácil dizer que "seu amor dura para sempre". Naquele momento, o povo não trouxe à memória os anos da escravidão egípcia e os anos de caminhada no deserto. Se o tivesse feito, o amor divino teria sido percebido com uma intensidade ainda maior. É o efeito da perspectiva, da comparação. Quando analisamos os altos e baixos de nossa vida, fica mais evidente a permanência do Seu amor. Mesmo quando não o percebemos, o amor divino é real na alegria e no sofrimento. Quando rimos e quando choramos. Para sentir sempre o amor de Deus, é essencial fixar os olhos no Senhor. Sempre. É aí que descobrimos que o Seu amor dura para sempre.